Abmael Borges (PL) foi o candidato a deputado estadual mais votado em Vila Rica no 1º turno das eleições, em 4 de outubro, mas não conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Com 9.949 votos em todo o estado, ele ficou como segundo suplente do partido, de acordo com os dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em Vila Rica, Abmael recebeu 4.035 votos, o equivalente a 40,82% dos votos válidos da cidade para o cargo. O segundo colocado no município, Dr. Eugênio (Republicanos), teve 1.012 votos (10,24%) e foi eleito. Pelos boletins de urna publicados pelo TSE, Abmael foi o mais votado em cada uma das 49 urnas da cidade.
A votação do candidato ficou concentrada na região. Vila Rica respondeu por 40,56% dos votos que ele recebeu. Somadas as 14 cidades do Norte Araguaia, foram 7.501 votos, ou 75,4% do total. Nas 30 cidades do Araguaia, 8.052 votos (80,9%). No ranking estadual, Abmael foi o 49º candidato mais votado para a Assembleia.
A eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional. As 24 cadeiras da Assembleia são divididas primeiro entre partidos e federações, de acordo com a votação total de cada um, que soma os votos dados aos candidatos e os votos na legenda. Depois, as vagas conquistadas por cada partido são ocupadas pelos seus candidatos mais votados.
O PL conquistou quatro cadeiras. Foram eleitos Gilberto Cattani (69.672 votos), Samantha do Abilio (57.900) e Faissal (41.039), pelo quociente partidário, e Alcino Barcelos (22.624), na distribuição das sobras, chamada de eleição por média.
Abmael foi o sexto mais votado do partido. Entre os não eleitos, ficou atrás apenas de Dra. Luciana Horta, que teve 10.956 votos e é a primeira suplente. A diferença entre os dois é de 1.007 votos. Em relação a Alcino Barcelos, o último eleito do PL, a diferença é de 12.675 votos.
Os suplentes podem ser chamados a ocupar uma cadeira quando um deputado do mesmo partido deixa o mandato nos casos previstos em lei, como a nomeação para secretário de Estado, licenças ou a perda do mandato. A ordem dos suplentes segue a votação nominal dos candidatos não eleitos do partido.
A proclamação dos eleitos e a diplomação cabem ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Decisões da Justiça Eleitoral sobre candidaturas ainda em análise podem alterar a situação de candidatos.